terça-feira, 11 de março de 2014

A casa da minha mãe

Passei um mês na casa da minha mãe, pois quebrei o pé direito em plena gestação de seis meses.
Motivos divinas? Sabe-se lá.
Sei que foi um período de muita observação e reflexão.
Entre as váaaarias coisas que vivi em pensamento, uma delas foi o próprio ambiente em que estava.
Ei-lo:
A casa da minha mãe tem vida em todos os cômodos da casa.
Tem gente o tempo todo. Visitas legais e abusadas demais. Comida pra todo mundo e café várias horas no dia. Tem som ligado em lugares diferentes. Tem cachorro, gata que dá cria e passarinho cantador.
Tem crianças, brinquedos espalhados e música de bebê.
Tem roseira, coqueiro e bananeira. Pé de acerola, de mamão e outras frutas.
Tem suco delas misturadas e muito amor no seu preparo.
Tem briga de irmãos, encrenca de marido e mulher depois de tanto tempo de convivência.
Um e outro que dá pitaco, sempre querendo o bem, às vezes querendo demais da conta e esquecendo de ajudar. Não é fácil, mas isso é vida.
Depois o sentimento fala mais alto e vem o pedido de desculpa e o "te amo" volta a aparecer no final da ligação.
As peculiaridades que nos compõem formam o magnetismo presente na casa da minha mãe. Chega lá pra tu ver. Não tem quem não goste. Tudo do jeito que o deus dela quer.

Na verdade é a casa dos meus pais. Mas pai, desculpe, quem dá o charme e a energia vital é mãe.

                                 

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